O Turismo sexual, flagelo em crescimento

O turismo sexual infantil é um drama mundial, com um número cada vez maior de pessoas que tiram partido deste crime e que utilizam vítimas originárias de países da América Latina e do sudoeste asiático.

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Não existe região que esteja livre deste crime e não há países imunes. Devido ao desenvolvimento tecnológico e à descida do preço das viagens, são estes os fatores chave que fundamentam esta grande tendência e o desenvolvimento deste tipo de criminalidade, que tem ultrapassado todas as tentativas de controlo.

A internet possibilita partilhar informação com grande facilidade, como também criar novas maneiras de fazer tráfico de pessoas. Há pouco tempo, foi desmantelado um leilão online de raparigas, organizado em Medellín, Colômbia, por um narcotraficante.

Ao mesmo tempo que os meios ao dispor dos criminosos aumentam, para as vitimas, os recursos mantêm-se inalterados. Sem qualquer tipo de informação sobre meios de contraceção, pílula do dia seguinte, DST’s, HIV etc.

Abusadores ocasionais: Quem são?

Os abusadores já não são o protótipo de pedófilos, originários de países desenvolvidos.

O homem caucasiano, ocidental, com poder de compra e de meia-idade já não é o típico ofensor. Quem o diz são vários estudos sobre o tema.

Hoje em dia, os criminosos podem ser estrangeiros ou locais, pessoas jovens ou mais velhas e vários são chamados de “ofensores de situação”, ou seja, fazem parte da exploração de crianças e adolescentes porque a ocasião surge e devido ao facto de se sentirem seguros e que não serão apanhados.

Esta alteração no perfil dos ofensores é confirmada no sudoeste asiático, que por muitos anos foi um dos mais importantes locais onde trabalhavam predadores sexuais estrangeiros.

Na Ásia, os locais do sexo masculino que viajam nas regiões próximas, são os principais ofensores/as e a verdade é que estes viajantes nativos ultrapassam em grande escala os estrangeiros.

Nas ilhas do Pacífico, crianças e adolescentes que se encontram, nos dias de hoje, em maior risco estão nas indústrias do minério, da pesca e do comércio de madeira.

O turismo sexual que envolve ofensores estrangeiros está também a mudar. Países como a China, Japão e Coreia do Sul têm visto o número de viajantes crescer exponencialmente.

A Europa por seu lado está a transformar-se num local de abuso sexual infantil, principalmente nos países do leste e centro, que contam ainda hoje com variadas falhas nas suas legislações.

Na América Latina, o número de casos de abuso sexual infantil por parte de turistas é bastante alto, especialmente nas áreas turísticas que se encontram perto de comunidades necessitadas e isoladas.

O volume de turistas que visitam estes países quadruplicou desde meados de 1980, no entanto, isso não se refletiu numa melhoria da qualidade de vida dos habitantes locais. Em vez disso, aconteceu o oposto, o crescimento das áreas turísticas impossibilitou várias famílias de prosseguirem com o seu estilo tradicional de vida e de subsistência, deixando-lhes poucas alternativas para além dos trabalhos na área do próprio turismo.

A pobreza potência o aumento das tentações. Para muitos jovens, a prostituição é uma forma de subsistência. Muitos deles cobram o sexo em forma de telemóveis ou outros artigos de luxo.

É também de lamentar a situação de impunidade, quando se sabe da existência de uma conivência indireta de membros do poder judicial, funcionários do governo e empregados do setor turístico com a disseminação da exploração sexual infantil.

Cresce a procura por empresas de aluguer de autocarros

Desde há poucos anos para cá, tem aumentado a procura por empresas de autocarros para alugar.

Este aumento tem ocorrido principalmente porque o turismo no nosso país tem registrado, depois dos anos mais complicados de crise europeia, um grande crescimento a nível de turismo.

Aumentou a procura, tanto por parte das agências de viagens, como da parte de clientes a título individual.

Nos dias de hoje é muito mais fácil viajar. Porque é mais barato, porque as condições são melhores e porque qualquer pessoa pode, online, “construir” a sua viagem completamente à medida.

Como resultado, as pessoas estão a viajar mais e as viagens em autocarros de turismo alugados são ainda mais requisitadas. O que, como é óbvio, trás grandes benefícios para os proprietários deste tipo de negócios.

Outro fator que se tem tornado também muito comum, é o de grupos de pessoas que se organizam e realizam o aluguer do autocarro sem recorrer a agências de viagens. Este tipo de procura tem crescido muito.

Desta nova dinâmica, surgiu um novo tipo de agência de turismo que tem trabalhado e tirado dividendos com o aumento da procura por estas empresas de aluguer de autocarros. As chamadas, agências de turismo para eventos, são as que mais têm crescido no nosso país nos últimos anos.

Estas agências organizam viagens para todo o tipo de eventos em todo o país. De acordo com uma dessas empresas, com a qual trabalhei na área da dinamização digital, o crescimento deste tipo de agências tem sido espantoso. De tal forma que deixaram de alugar autocarros para qualquer outro serviço que não seja para eventos deste tipo. São dois a três autocarros por semana, número esse que duplica quando se trata de fins de semana e feriados.

O turismo escolar também viu um crescimento no último par de anos e contribuiu também para este mercado. Muitas destas empresas de autocarros têm contratos anuais com as mais variadas escolas.

Com este aumento da procura, o número de empresas de aluguer de autocarros também cresceu exponencialmente.

Para terminar, deixo um conselho, tanto para quem aluga, como para quem quer abrir uma empresa do género: deve-se ter especial atenção à qualidade dos veículos, à sua manutenção e ao serviço prestado. Tudo para não se terem problemas maiores durante o processo de aluguer.

5 tendências importantes para a estratégia digital da sua agência

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Existem ainda hoje muitos proprietários e diretores de agências de turismo, que continuam a achar que para ter uma presença online, lhes basta ter um website corporativo. Na realidade, não é nada assim. Para estar presente no mundo digital e/ou virtual, é preciso levar a cabo um número de passos “digitais”. As grandes agências, aquelas que vendem viagens premium a partir de 4000€, já o estão a fazer há algum tempo, mas o que é facto é que se as pequenas agências, mesmo as que vendem pacotes tão simples como casas para alugar em monte gordo, querem efetivamente subsistir, não podem mesmo ficar fora deste processo.

Uma pesquisa realizada pela ComScore nos Estados Unidos acerca do futuro digital desvendou algumas tendências. Neste artigo, vou focalizar as cinco que considero mais importantes para todos os negócios realizados por agências de turismo.

1) Multi device – utilizamos cada vez mais dispositivos, em várias resoluções, desde computadores, a smartphones e tablets. É por isso fundamental que a sua agência esteja presente em todo o tipo de dispositivos de forma a garantir que não perde clientes.

2) Redes sociais – o Facebook continua a ser hoje em dia a rede social com mais importância (e utilizadores) no mundo, pelo que é vantajoso apostar numa estratégia que utilize a plataforma de anúnicos Facebook Ads. No entanto, também é muito importante investir tempo (e dinheiro) em formação nos media digitais de fomra a dominar melhor as outras redes sociais, tais como: Instagram, Twitter, Google+ e LinkedIn. Se o seu público alvo está compreendido entre os 18 e os 34 anos, tenha também em atenção aos emergentes Snapchat, Vine e Tumblr.

3) Mobile – é cada vez de maior importância para os consumidores modernos. Para além disso, o Google fez recentemente alterações ao seu algoritmo de pesquisa com o objetivo de retirar dos resultados de pesquisa os websites que não forem responsivos. Isto quer dizer que websites que não sejam compatíveis com smartphones e/ou tablets serão muito penalizados.
Se vai proceder ao update do seu site para mobile friendly, dê prioridade aos sistemas operativos iOS e Android, que dominam neste momento o mercado.

4) Vídeos – O estudo da ComScore revela também que os utilizadores americanos assistem a até 10 vídeos por dia. O vídeo é poderoso quando se trata de vender viagens e serviços de turismo. De qualquer forma, é essencial produzir bons conteúdos, não apenas para difundir a agência, mas principalmente os seus produtos.

5) E-commerce e M-commerce – as vendas online cresceram bastante em 2015 e têm tendência para crescer ainda mais este ano. Ao examinar os dados é possível perceber que muitos utilizadores compram viagens em websites estrangeiros.

Todos nós, no papel de consumidores procuramos conveniência e facilidade de utilização. Se a sua agência não oferece estes requisitos, terá dificuldade em acompanhar o desenvolvimento do mercado….

Vários estudos úteis: http://www.comscore.com/Insights/Case-Studies

4 Motivos que impedem os utilizadores de efetuarem compras através do site da sua agência

Hoje em dia, devido às grandes semelhanças, conseguimos perceber se vários websites na mesma área de negócio são feitos pela mesma agência digital. E no caso do turismo,  grande parte dos websites de agências de viagens são desenvolvidos pela mesma empresa. Têm o mesmo design, as mesmas funcionalidades e as mesmas restrições. No entanto, estas grandes agências estão a esquecer-se de um fator muito importante: é que o site de uma agência, é a porta de entrada de uma loja, e é por isso, uma das ferramentas fundamentais de comunicação com o mercado dos dias de hoje.

estrategia_markHá pouco tempo o Google divulgou uma estudo em que mostra o comportamento online de um turista durante 60 dias:

  • Efetuou 38 pesquisas na web
  • Visitou cerca de 380 sites
  • Assistiu a 5 vídeos
  • 87% de toda a navegação foi efetuada através do telemóvel (smartphone)

É de facto, impressionante. Este comportamento “tipo” do consumidor esclarece a razão pela qual a Emarketer estima que 51% das receitas geradas para viagens (nos EUA) em 2016 serão feitas através do mobile.

E como é que todos estes dados estão ligados com o título deste post? Ao mesmo tempo que a importância do mobile vai crescendo na venda de produtos turísticos (já não é uma tendência de agora), grande parte das agências turísticas têm dificuldade em perceber porque é que os níveis de tráfego dos seus sites é tão diminuto. Falta-lhes claramente uma estratégia de marketing digital bem estruturada.

 

Aqui ficam as principais causas para o website da maioria das agências não gerar vendas online:

1) Não é encontrado online – como é que o possível cliente encontra o website da sua agência? Ele está indexado no Google? Em que página dos resultados? Por vezes, mesmo escrevendo o nome da empresa em questão, não a conseguimos encontrar no Google. Algo de errado se passa. É fundamental trabalhar o SEO marketing (sigla para Search Engine Optimization) do website, de forma a que seja encontrado nas buscas orgânicas.

2)  Não é responsivo – ou seja, não se adapta a qualquer tipo de dispositivo ou resolução (seja computador, tablet e/ou telemóvel). Se o site é apenas visível para quem acede através de computador, então lamento informar que ele é efetivamente inexistente para os milhares de consumidores que navegam através de tablets e smartphones.

3) Não tem conteúdo de qualidade e relevante – Na generalidade, sites de agências têm o mesmo conteúdo e resultante disso, os mesmos problemas: as fotografias são pequenas, as informações disponíveis são quase sempre as mesmas. Está na hora de mudar isso. Planifique o seu conteúdo, fale sobre a sua empresa, crie a “sua própria voz”. Adquira melhores fotos, que façam as pessoas sonhar por um determinado destino.

4) Não oferecem a possibilidade de comprar online – se o consumidor está a navegar na internet durante o fim-de-semana, à procura de locais para visitar no próximo feriado, é preciso dar-lhe opções e funcionalidades. O seu website disponibiliza algum tipo de sistema de reservas? Caso o utilizador envie um email, qual é o período médio até obter a resposta? Regra geral, durante os meus testes, tenho recebido os feedbacks em 2 ou 3 dias úteis…. Nesta janela de oportunidade, se o utilizador mudar de ideias, qual será o resultado? O mais provável é que irá comprar num site concorrente.